A UBS publicou o Global Wealth Report 2025 em 18 de junho, mostrando que a riqueza global cresceu 4,6% em 2024. Para o mercado de iates, o dado confirma um pano de fundo favorável: o Brasil soma cerca de 433 mil milionários e 4.218 UHNW, primeiro lugar na América Latina e base crescente tanto para o aluguel doméstico quanto para o charter internacional.
Sumário
- O que a UBS publicou
- O perfil do UHNW brasileiro
- A transferência de riqueza que vem pela frente
- Da lancha no Brasil ao charter no Mediterrâneo
- O que muda na prática para quem planeja um passeio
- FAQ
O que a UBS publicou
O Global Wealth Report 2025, divulgado pela UBS em 18 de junho, registrou crescimento de 4,6% na riqueza global em 2024 — o ano de referência do levantamento. É o tipo de dado macro que raramente aparece citado fora dos relatórios de gestão de patrimônio, mas que sustenta, na ponta, a demanda por bens de consumo de alto valor: imóveis de segunda residência, jatos executivos e embarcações de lazer, do passeio de fim de semana ao superiate fretado por semana inteira.
Para o setor náutico, o relatório não é indicador de vendas, mas de fôlego: quando o patrimônio global cresce de forma consistente, o topo da pirâmide tende a manter ou aumentar o gasto discricionário com barco e charter. O documento completo está no site oficial da UBS.
O perfil do UHNW brasileiro
Dentro desse cenário global, o Brasil ocupa uma posição específica: levantamentos internacionais de patrimônio privado situam o país com cerca de 433 mil milionários e aproximadamente 4.218 indivíduos ultra-high-net-worth (UHNW, patrimônio líquido acima de US$ 30 milhões) em 2025 — o maior contingente da América Latina e um dos 20 maiores do mundo. É essa camada que sustenta, no Brasil, tanto o aluguel recorrente de lancha e iate em destinos como Angra dos Reis, Búzios e Florianópolis quanto o interesse crescente por semanas de charter de superiate na Europa.
O tamanho relativo desse grupo importa mais do que o número absoluto. Um UHNW brasileiro típico já viaja à Europa no verão do hemisfério norte, já conhece marinas como Port Hercule, em Mônaco, ou o litoral da Sardenha, e cada vez mais substitui o pacote de hotel de luxo por uma semana a bordo — um movimento descrito em detalhe no guia de como funciona a temporada mediterrânea de charter.
A transferência de riqueza que vem pela frente
O outro dado relevante para o médio prazo é a transferência geracional de patrimônio: estimativas do setor apontam cerca de US$ 9 trilhões migrando entre gerações no Brasil nas próximas duas décadas — o terceiro maior volume do mundo, atrás só de Estados Unidos e China. Essa geração de herdeiros tende a ser mais jovem e mais orientada a experiência, o que favorece viagens e vivências sobre acumulação de bens fixos.
Projeções também apontam o número de milionários brasileiros subindo para uma faixa entre 464 mil e 470 mil até 2028 — um avanço de cerca de 22% em quatro anos. Se essa trajetória se confirmar, o público endereçável do aluguel de barco no Brasil e do charter internacional cresce junto, na mesma velocidade.
| Indicador (Brasil) | 2025 | Projeção 2028 |
|---|---|---|
| Milionários (patrimônio em US$) | ~433 mil | ~464-470 mil |
| UHNW (acima de US$ 30 milhões) | ~4.218 | tendência de alta |
| Posição na América Latina | 1º lugar | 1º lugar |
| Posição global aproximada | ~19º lugar | tendência de alta |
Da lancha no Brasil ao charter no Mediterrâneo
Esse crescimento de patrimônio não se traduz da mesma forma em todos os elos da cadeia náutica. No Brasil, sustenta a base do mercado: aluguel de lancha e iate por dia, em destinos como Rio de Janeiro, Angra dos Reis e Paraty, segmento em que a Voguer já opera pelo marketplace voguer.com.br. No topo da pirâmide, o mesmo crescimento alimenta a procura por semanas inteiras de charter de superiate no Mediterrâneo — ponto de entrada em torno de € 100 mil por semana na temporada de verão, com embarcações e destinos operados pela Voguer Yachts.
A ponte entre os dois mundos é o público brasileiro em ascensão: quem aluga uma lancha em Búzios ou Ilhabela hoje é, com frequência, o mesmo perfil que em alguns anos passa a considerar uma semana de iate fretado na Riviera Francesa ou na Sardenha, movimento que já aparece no crescimento das exportações brasileiras de barcos recreativos no primeiro semestre de 2025.
O que muda na prática para quem planeja um passeio
Para quem pensa em alugar uma lancha ainda em 2025, o cenário de riqueza em alta não muda o preço da diária no curto prazo — os valores seguem as faixas por região e operadora, sem relação direta com relatórios internacionais de patrimônio. O que o Global Wealth Report 2025 sinaliza é a tendência estrutural: mais famílias brasileiras entrando na faixa de consumo que inclui lancha, iate e, eventualmente, charter internacional, ano após ano — o que reforça um conselho já válido hoje, reservar com antecedência, já que a disponibilidade nas datas de pico tende a ficar mais disputada à medida que a base de clientes com poder de compra cresce.
FAQ
O que a UBS divulgou no Global Wealth Report 2025? A UBS publicou, em 18 de junho de 2025, seu Global Wealth Report 2025, mostrando que a riqueza global cresceu 4,6% em 2024. O relatório é uma referência anual de gestão de patrimônio e não traz previsão de vendas para nenhum setor específico, incluindo o náutico.
Quantos milionários o Brasil tem em 2025? Levantamentos de patrimônio privado situam o Brasil com cerca de 433 mil milionários e aproximadamente 4.218 indivíduos UHNW (acima de US$ 30 milhões) em 2025, o maior contingente da América Latina e um dos 20 maiores do mundo em número absoluto.
O crescimento da riqueza no Brasil deve continuar? Projeções do setor de wealth management apontam o número de milionários brasileiros subindo para entre 464 mil e 470 mil até 2028, avanço de cerca de 22% em quatro anos, somado a uma transferência geracional de patrimônio estimada em US$ 9 trilhões nas próximas duas décadas.
Esse crescimento de riqueza muda o preço de alugar uma lancha no Brasil? Não diretamente. O preço da diária segue as faixas por região, porte da embarcação e temporada, sem relação direta com relatórios internacionais de patrimônio. O efeito é indireto: mais famílias entrando na faixa de consumo que inclui lancha e iate ao longo do tempo.
Quem é o UHNW brasileiro que freta um iate na Europa? Tipicamente, um viajante que já visita a Europa no verão do hemisfério norte e substitui parte do roteiro de hotéis por uma semana a bordo de um iate fretado, com ponto de entrada ao redor de € 100 mil por semana em destinos como a Riviera Francesa e a Sardenha.
Qual a diferença entre milionário e UHNW? "Milionário" refere-se a quem tem patrimônio líquido acima de US$ 1 milhão. "UHNW" é uma faixa mais restrita, geralmente acima de US$ 30 milhões — o grupo mais associado à compra e ao afretamento de superiates.
Por que herdeiros mais jovens importam para o mercado de iates? Porque a geração que recebe a transferência de patrimônio nos próximos vinte anos tende a ser mais digital e orientada a experiência, o que favorece gastos com viagem — categoria em que charter e aluguel de barco se encaixam — em vez de acumulação de bens fixos.
Para acompanhar o mercado de iates
A Voguer segue cobrindo os indicadores de riqueza e consumo que moldam a demanda por aluguel de barco no Brasil e por charter de superiate na Europa, do relatório da UBS aos números de exportação da indústria náutica nacional.
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