O furacão Melissa atingiu a Jamaica em 28 de outubro de 2025 como categoria 5, com ventos sustentados de 185 mph, tornando-se um dos mais fortes já registrados no Atlântico e o mais caro da história do país, com perdas estimadas acima de US$ 12 bilhões. No dia seguinte, chegou a Cuba como categoria 3, levando ao menos dez navios de cruzeiro a desviar rota.
Sumário
- A trajetória do furacão Melissa
- Por que Melissa foi um furacão fora do comum
- O impacto imediato na navegação do Caribe
- O que a temporada 2025 já apontava
- O que muda para quem planeja o Caribe
- FAQ
A Trajetória do Furacão Melissa
Segundo o registro consolidado da trajetória do furacão, disponível na Wikipedia, o Melissa fez sua primeira chegada continental em 28 de outubro de 2025, às 17h25 UTC, próximo a New Hope, na paróquia de Westmoreland, Jamaica.
| Data | Local | Categoria | Ventos sustentados |
|---|---|---|---|
| 28/10/2025, 17h25 UTC | New Hope, Westmoreland, Jamaica | 5 | 185 mph |
| 29 a 30/10/2025 | Chivirico, Cuba, com o olho do furacão passando sobre Long Island, Bahamas | 3 | — |
A chegada em categoria 5 na Jamaica é classificada entre as mais fortes já registradas no Atlântico, e as perdas na ilha são estimadas acima de US$ 12 bilhões — o furacão mais caro da história do país.
Por Que Melissa Foi um Furacão Fora do Comum
Ventos sustentados de 185 mph colocam o Melissa no topo da escala Saffir-Simpson, a categoria mais severa que um furacão atlântico pode atingir. A combinação entre a intensidade do vento no momento da chegada à Jamaica e o valor de perdas estimado — mais de US$ 12 bilhões, segundo a fonte consultada — é o que torna esse evento excepcional mesmo dentro de uma temporada de furacões que, como o Atlântico já registrou historicamente, costuma trazer eventos severos entre agosto e outubro.
As fontes disponíveis até a publicação deste texto não trazem um número oficial de vítimas fatais nem um cronograma de recuperação para a infraestrutura portuária e turística da Jamaica — informações que, seguindo o princípio de não estimar o que não foi divulgado, este artigo não antecipa.
O Impacto Imediato na Navegação do Caribe
O Cruise Blog registrou que ao menos dez navios de cruzeiro — de companhias como Royal Caribbean, Disney e Celebrity — alteraram itinerários para evitar a Jamaica, St. Thomas, Tortola e Grand Cayman enquanto o Melissa e depois seus remanescentes atravessavam a região. O mesmo padrão de cautela costuma se estender à navegação de recreio e ao charter de iates no Caribe: quando uma rota de cruzeiro de grande porte é considerada arriscada o suficiente para ser redesenhada, embarcações menores tendem a evitar a mesma área com ainda mais margem de segurança.
Este texto não tem, nas fontes disponíveis, informação sobre a resposta específica de operadoras de charter de iate na região a este evento — apenas o dado, já confirmado, sobre o desvio dos cruzeiros. Decisões de rota durante e após um furacão de categoria 5 sempre devem seguir as orientações oficiais de autoridades marítimas e meteorológicas locais, nunca uma estimativa feita à distância.
O Que a Temporada 2025 Já Apontava
O Melissa não chegou de surpresa quanto ao risco geral da temporada, ainda que sua intensidade específica não pudesse ser prevista com meses de antecedência. Em maio, a Voguer já havia coberto a previsão da NOAA para a temporada de furacões 2025, que apontava 60% de chance de uma temporada acima da média, entre 13 e 19 tempestades nomeadas, de 6 a 10 furacões e de 3 a 5 classificados como grandes furacões (categoria 3 ou superior). O Melissa, chegando à Jamaica em categoria 5 no fim de outubro — dentro da janela oficial da temporada, que vai de 1º de junho a 30 de novembro —, é o evento que mais se aproxima do cenário mais severo descrito naquela previsão.
O Que Muda Para Quem Planeja o Caribe
Para quem organiza viagem de barco ou de cruzeiro no Caribe nas próximas semanas, o mais responsável é acompanhar diretamente os boletins de autoridades marítimas e meteorológicas locais antes de confirmar qualquer roteiro que passe perto da Jamaica, Cuba oriental ou Bahamas — a extensão dos danos e o ritmo de retomada de portos e marinas na região afetada não constavam, até a publicação deste texto, em nenhuma fonte disponível para este artigo. Enquanto o Caribe processa o impacto de Melissa, o Mediterrâneo já fechou sua temporada de verão de charter, que teve seu pico entre julho e agosto sem eventos climáticos dessa magnitude — um lembrete de que a sazonalidade de furacões é uma variável específica do calendário atlântico e caribenho, e não do Mediterrâneo.
A mesma semana em que o Melissa avançava sobre o Caribe também viu o setor de construção naval de superiates divulgar números de crescimento — o resultado dos nove meses do Ferretti Group e o balanço do primeiro semestre da Sanlorenzo — um contraste que mostra como o setor náutico de alto padrão segue dois calendários paralelos: o de produção e vendas, e o climático, que dita quando e onde a navegação recreativa e o charter podem operar com segurança.
FAQ
Quando o furacão Melissa atingiu a Jamaica? Em 28 de outubro de 2025, às 17h25 UTC, próximo a New Hope, na paróquia de Westmoreland, como categoria 5 e ventos sustentados de 185 mph — um dos furacões mais fortes já registrados no Atlântico.
Qual foi o tamanho do prejuízo na Jamaica? As perdas são estimadas acima de US$ 12 bilhões, segundo a fonte consultada, tornando o Melissa o furacão mais caro da história do país. As fontes disponíveis não trazem um número oficial de vítimas fatais até a publicação deste texto.
O furacão também atingiu outros países? Sim. No dia seguinte, 29 de outubro, o Melissa chegou a Chivirico, em Cuba, já como categoria 3, com o olho do furacão passando sobre Long Island, nas Bahamas, entre 29 e 30 de outubro.
Como o furacão afetou os cruzeiros no Caribe? Ao menos dez navios de cruzeiro, de companhias como Royal Caribbean, Disney e Celebrity, alteraram itinerários para evitar a Jamaica, St. Thomas, Tortola e Grand Cayman enquanto o furacão e seus remanescentes cruzavam a região.
A temporada de furacões 2025 já era esperada ser intensa? Sim. Em maio, a previsão da NOAA apontava 60% de chance de uma temporada acima da média, com 13 a 19 tempestades nomeadas e de 3 a 5 grandes furacões (categoria 3 ou superior). O Melissa, em categoria 5, representa o cenário mais severo dentro dessa faixa prevista.
É seguro navegar no Caribe agora? Este artigo não tem, nas fontes disponíveis, informação sobre o status atual de portos e marinas na região afetada. A recomendação responsável é sempre consultar diretamente as autoridades marítimas e meteorológicas locais antes de qualquer roteiro na área, em vez de se basear em estimativas feitas à distância.
Até quando vai a temporada de furacões no Atlântico? A temporada oficial vai de 1º de junho a 30 de novembro. O Melissa fez sua chegada mais severa no fim de outubro, ainda dentro dessa janela, o que reforça a importância de monitorar boletins oficiais até o encerramento formal da temporada.
Onde posso acompanhar informações oficiais sobre o furacão Melissa? As fontes consultadas para este artigo incluem o registro consolidado da trajetória do furacão e a cobertura especializada sobre o desvio de rotas de cruzeiro, ambas citadas nas fontes externas deste texto. Para decisões de navegação, a orientação de autoridades marítimas e meteorológicas locais deve sempre prevalecer.
Acompanhe a Temporada com a Voguer
A Voguer acompanha a temporada de furacões do Atlântico e seu impacto na navegação do Caribe ao longo de 2025. Para quem planeja o litoral brasileiro fora da rota de furacões, o marketplace voguer.com.br segue disponível o ano todo; para charter internacional em outras regiões, o voguer.yachts reúne opções fora da janela mais crítica do Atlântico.



